sábado, 26 de maio de 2012

Visita e revitalização das trilhas do Sítio arqueológico Logradouro


Na quarta-feira passada (23/05/2012), os professores José Wilton Ferreira Rodrigues e André Ferreira de Lima, iniciaram a execução do projeto Visita e revitalização das trilhas do Sítio arqueológico Logradouro, no munícipio de Zabelê – PB.

O Projeto tem o objetivo de Desenvolver nos alunos, uma consciência da importância de se manter preservado o sítio arqueológico de Logradouro, resgatando a partir das aulas de campo e das investigações inerentes a ela, a história dos nossos antepassados. Além disso, observa-se que o campo de estudo, estimula os alunos a buscar o conhecimento, o que contribui para a construção da memória da história local.  

Conhecer e classificar as pinturas rupestres existentes no sítio, como também valorizar e ver como é importante preservar o sítio arqueológico são atividades que subsidiam as várias vertentes do desenvolvimento humano.


Segundo os professores André e Wilton,

            (...) Nos dias atuais vemos como o planeta e todos que o habitam estão sofrendo com o desmatamento, poluição e degradação do patrimônio deixado por nossos antepassados, no qual o mesmo nos revela como era a vida e o cotidiano a milhares de anos atrás.

E a preservação e conscientização de jovens e adultos tem se mostrado um grande aliado na preservação da cultura de nossos antepassados.                      

Nos dias de hoje muito se fala em preservação do patrimônio histórico, mas, sabemos das dificuldades enfrentadas principalmente pelos munícipios pequenos em preservar a sua história e também dos baixos recursos ou quase nenhum oferecido pelo governo para o tombamento e preservação desses vestígios históricos e culturais.

            Sabemos da falta de informação das pessoas, e do quanto é importante se preservar um vestígio ou uma fonte histórica. Esse projeto pedagógico tem por objetivo fazer o sentido inverso ao invés de passar de pai para filho a conscientização acontece de filho para pai.

            E com esta simples atitude de revitalizar e educar os discentes, sobre a importância da preservação do sítio arqueológico de logradouro, para a história não só de Zabelê, mas também do Estado da Paraíba.

            Nada melhor do que as crianças para iniciar esse trabalho de conscientização, pois se a mesma começar a tomar essa pequena atitude de como é importante preservar a história, a sua família também fará o mesmo (...).

A importância da execução de projetos que unam à teoria a prática tem sido muito relevante para o processo de ensino e aprendizagem realizado na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Maria Bezerra da Silva.
Desta forma, esperamos que esta atividade proporcione muitos frutos aos nossos alunos e consequentemente a comunidade local.  

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Que importância tem o planejamento na prática docente?


        O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação.
          A aquisição de conhecimentos, habilidades e o desenvolvimento das capacidades mentais decorrentes do processo de ensino são competências que devem estar explicitas em todo e qualquer planejamento, instrumentalizando os alunos como agentes ativos e participantes na vida social. 
 Isso significa que os elementos do planejamento escolar – objetivos, conteúdos, métodos – estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político. A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo, é antes a atividade consciente, fundamentada em opções político-pedagógicas.

              O planejamento escolar tem, assim, as seguintes funções:

  1. Explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegurem a articulação e as exigências do contexto social e do processo de participação democrática;
  2. Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional;
  3. Assegurar a racionalização;
  4. Prever objetivos;
  5. Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente;
  6. Atualizar o conteúdo do plano sempre que é revisto, aperfeiçoando-o em relação aos progressos feitos no campo de conhecimentos;
  7. Facilitar a preparação das aulas: selecionar material didático, saber que tarefas professor e alunos devem executar.

Referência Bibliográfica 

Libâneo, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. – (Coleção magistério. 2º grau. Série formação do professor).


FILME: “O SORRISO DE MONALISA”


     Katherine Watson (Julia Roberts) é uma jovem professora de história da arte contratada por uma tradicional escola preparatória de jovens mulheres para ingressar em universidades. O Wellesley College realiza uma prática tradicional no ensino de 3° Grau nos Estados Unidos ao preparar de uma forma geral e ampla seus alunos para as escolhas profissionais especializadas que seguirão nas universidades. Há vários cursos oferecidos e os estudantes têm a opção de escolher aqueles que mais lhes agradam e se relacionam com as profissões que pretendem exercer no futuro.
        Watson entra na instituição motivada pela possibilidade de fazer com que suas estudantes estejam bem preparadas não apenas para os futuros cursos universitários pelos quais irão optar, mas também para o exercício de cidadania e igualdade de oportunidades que deve imperar na sociedade americana. Ela mesma se sente parte da realização desses sonhos. É independente, não se casou (o que motiva comentários maldosos ao longo de sua estadia no Wellesley College), se sente profissionalmente estimulada a cada novo desafio proposto a ela,...
            O que ela não imaginava era que iria encontrar em suas alunas o sonho conformista de um casamento feliz sem qualquer perspectiva profissional ou mesmo de aprofundamento nos estudos. Desafiada pelas estudantes em virtude de sua juventude, a professora de história da arte tem que comprovar sua qualidade profissional a cada nova aula, entretanto a despeito de sua luta particular, sente que seus esforços não redundarão num compromisso de superação da submissão das jovens a sociedade marcadamente machista em que vivem.

            Ao invés da perspectiva de uma vida de realizações pessoais e profissionais conciliada com um casamento equilibrado, as moças parecem mais dispostas a servir de suporte para o sucesso de seus maridos e se conformar com o conforto material e a prosperidade financeira obtida pelos mesmos. O sonho da maioria delas é ter uma casa equipada com as novidades mais recentes em eletrodomésticos e uma festa de casamento celebrando socialmente uma união feliz e eterna (mesmo que isso signifique aceitar traições e ter que continuar sorrindo e fingindo desconhecimento de causa).“O Sorriso de Mona Lisa” é instigante por nos mostrar o cinismo e a hipocrisia que reinavam em muitos lares americanos onde as mulheres eram passadas para trás e nem ao menos podiam correr atrás de suas realizações pessoais e profissionais. Parece mais com “Beleza Americana” com algumas pitadas do sonho de “Sociedade dos Poetas Mortos” percebidas na professora Katherine Watson. Ainda bem que as mulheres conseguiram superar tudo isso... Ou não?

RESENHA DO FILME: “O SORRISO DE MONALISA”

             O Sorriso de Mona Lisa evidencia uma época onde a mulher com o advento da modernidade, tinha a impressão de ser livre dentro do contexto norte americano. O cigarro, os eletrodomésticos e outros produtos produzidos na época, davam as mulheres uma sensação de valorização, até mesmo de bem estar social.
            No entanto, o que observamos durante o transcorrer do filme, é uma escola preparatória que tinha por finalidade produzir mulheres agradáveis para seus maridos.
            A professora representava oposto daquele mundo, a frente do seu tempo como afirma Machado, Katherine Watson simbolizava uma mulher livre, com pensamentos inovadores, com vontades e opiniões.
            Com essas características, a professora propõe uma educação libertadora e entra em conflito com a sociedade local. Sem dúvida, o filme retrata a importância da conquista de autonomia e a quebra de regras sociais pré-estabelecidas. 

REFERÊNCIAS:

MACHADO, João Luís de Almeida. O Sorriso de Mona Lisa: Pela emancipação feminina. Disponível em: <http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=266>. Acessado em: 21 out. 2011.
Imagens 01 – Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-40141/fotos/detalhe/?cmediafile=19873518>. Acessado em: 25 mai. 2012.
Imagem 02 – Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-40141/fotos/detalhe/?cmediafile=18369205>. Acessado em: 25 mai. 2012.
Imagem 03 – Disponível em: <themidnightflower.blogspot.com.br/2008/12/no-fao-o-tipo-supermulher.html >. Acessado em: 25 mai. 2012.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Modalidade de aprendizagem e modalidade de ensino


RAFAEL DE FARIAS FERREIRA


EDUCAÇÃO E PSICOPEDAGOGIA:
Modalidade de aprendizagem e modalidade de ensino

Atualmente a psicopedagogia tem se mostrado uma área de uma significativa relevância no que diz respeito ao desenvolvimento educacional.
Segundo Bossa (2007), a psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem. Bossa (2007), ao citar Neves (1992), Kiguel (1991) e outros autores especialistas desta temática, evidencia que o principal objeto de estudo da psicopedagogia é a aprendizagem, principalmente as dificuldades ligadas a ela.
Nesse contexto, Fernandez (1991), utiliza como base para o desenvolvimento de seus estudos e de sua prática, as concepções de “modalidade de aprendizagem”. 

A “modalidade de aprendizagem” é como uma matriz, um molde, um esquema de operar que vamos utilizando nas diferentes situações de aprendizagem (FERNANDEZ, 1991, p.107).
Para que se possa ter acesso à modalidade de aprendizagem do sujeito é imprescindível à imagem que o sujeito faz de si mesmo como aprendente, como também, o perfil das figuras ensinantes pai e mãe. 
A partir das observações e do processo histórico do aprendente, torna-se possível construir um diagnostico que revele as causas que provocaram um desequilíbrio no processo de aprendizagem do indivíduo com dificuldades em aprender. Sendo que para Fernandez (1991, p.108), “a aprendizagem é um processo em intervêm a inteligência, o corpo, o desejo, o organismo, articulados em um determinado equilíbrio”.
            O equilibro desses elementos inerentes ao processo de aprendizagem é fator preponderante para a inclusão do sujeito na realidade que o cerca, tendo em vista a complexidade que o mundo moderno se encontra, exigindo cada vez mais dos indivíduos dinamismo, agilidade e uma carga pesada de conhecimento. 

 Nessa perspectiva, Fernandez (1991, 101) afirma que a modalidade de aprendizagem torna-se instrumento importante na compreensão de como cada pessoa constrói a sua modalidade de ensino, uma maneira de mostrar o que conhece e um modo de considerar o outro como aprendente.
A partir da modalidade de ensino, podem-se observar três instâncias segundo o autor: quem ensina, quem aprende e o objeto de conhecimento. O desenvolver relacional dessas três instâncias, permitem uma maior aproximação do psicopedagogo na ação de amenizar os sintomas que evidenciam as dificuldades de equilibrar a modalidade de aprendizagem do sujeito.
Desta forma, não se pode negar que as duas modalidades supracitadas anteriormente, estão entrelaçadas no desenvolvimento intelectual do indivíduo, que só consegue se desenvolver em um ambiente saudável, no qual, proporcione ao sujeito prazer em aprender.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOSSA, Nadia A. A Psicopedagogia no Brasil: Contribuições a partir da prática. 3ª Ed. Porto Alegre. Artmed, 2007.

FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência aprisionada – abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Meu Nome é Rádio"


Como estamos perto do final de semana, o nosso blog, todas as sextas-feiras irá sugerir um filme para que você leitor possa assistir, não apenas na intenção de entretenimento, mais sim como forma de aprendizagem.
Como afirma, Carlos Adriano Martins (2006, p. 04), em seu texto: 
O cinema é dotado de uma linguagem pluralista. Por meio de cenas que tratam de situações da vida, permite a discussão de temas diversos sem desvinculá-los da realidade do educando. Isso pode ser de grande importância para um tratamento coerente com os novos paradigmas que se tem buscado na educação e também permitir enxergar o sujeito que constrói o conhecimento do ponto de vista social. O cinema também é detentor de uma linguagem multicultural, pois levanta discussões por meio de cenas polêmicas que refletem os problemas vivenciados pelos espectadores.

Desta forma, quero convidar a todos a assistir “Meu Nome é Rádio”. Um ótimo filme baseado em fatos reais. Para que vocês possam ter uma ideia central sobre o filme, estou disponibilizando uma resenha crítica sobre o mesmo. Aqueles que não gostam de saber do enredo sem antes ter assistido, leiam a resenha após visualização do filme.
Que todas tenham um ótimo final de semana!


 RESENHA DO FILME: “MEU NOME É RÁDIO”

Autor: RAFAEL DE FARIAS FERREIRA

O autor Machado, comenta que há filmes que ficam escondidos nas prateleiras das locadoras ou na programação dos canais de televisão em virtude de seus títulos pouco convidativos. Esse é, por exemplo, o caso desse filme de título pouco usual, “Meu Nome é Radio”, estrelado por Cuba Gooding Jr., Ed Harris e Debra Winger.
            Meu Nome é Rádio, um roteiro baseado em pessoas e como elas podem ajudar-se mutuamente. Todos têm algo a aprender uma com as outras. O diretor Michael Tollin conta a história verídica de um treinador de um time de futebol que passa a ser o tutor de um jovem negro e com deficiência mental, fazendo este se tornar um homem corajoso, o ensinando a nunca desistir de seus sonhos.
            O filme acontece na década de 70, no interior dos Estados Unidos, o treinador Harold Jones (Ed Harris) após flagrar seus jogadores maltratando Rádio (Cuba Gooding Jr.) resolve trazê-lo para acompanhar os treinos e a participar do dia a dia da escola T. L. Hanna High School.
            O treinador supera vários obstáculos no filme para que Rádio não fique desamparado. Harold por várias vezes, vai "bater de frente" com a diretora da escola e com o ministério público. 
Por ser tratar de um colégio estadual, um dos pais dos alunos pede o afastamento do jovem negro, pois supõe ser ele um causador de problemas. No entanto o treinador se mantém firme e determinado a ajudar Rádio. Ensina-o a ler, escrever, a se comunicar e a rotina dos treinos, o tornando-o monitor das turmas.
 Harold Jones revela a sua filha em dado momento do filme que durante dois anos entregava jornais e teve a oportunidade de ajudar um garoto, mas não o fez e justifica a filha o porquê de estar ajudando agora Rádio.
 No natal Rádio ganha vários presentes, e passa a ser admirado por todos na cidade, exceto por o pai de um dos jogadores que pede a saída de Rádio do time ( o mesmo que quer tirá-lo da esola). Uma das cenas mais emocionantes ocorre quando Ed (Harold) entra na barbearia e diz por mais que ame o Futebol, deixaria de ser treinador para continuar a educar o jovem.
            Rádio se forma junto com o 3º ano, e, é o orgulho do treinador, um homem que emociona a todos por ter provado que as melhores vitórias do mundo acontecem na vida real. Precisou abrir mão de algo que amava para ser solidário a uma pessoa que nem conhecia.
           
ANÁLISE DO FILME

            O filme revela as dificuldades de incluir uma pessoa portadora de necessidades especiais no contexto social. Tomando como base o texto de Santos (2011), observa-se que o filme retrata um período que os portadores de necessidades especiais eram ignorados, ou que caracterizava a segregação e exclusão destes indivíduos.
            Diante desse contexto, o filme mostra como o papel de inclusão é extremamente difícil dentro de uma sociedade capitalista preconceituosa. Além disso, evidencia um período que as escolas rejeitavam alunos especiais.
            Apesar das dificuldades, nota-se no percorrer do filme como “rádio” consegue desenvolve-se a partir do contato com as pessoas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SANTOS, Monica Pereira dos. Educação e Psicopedagogia: Rumo à Inclusão. Fundação Francisco Mascarenhas e Faculdade de Patos, 2011.

MACHADO, João Luís de Almeida. Meu Nome é Rádio Lições de Solidariedade e Amizade. Disponível em: <http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=262> Acessado em: 21 out. 2011.

 Martins, C. (2006). Linguagens Audiovisuais na Escola: O Cinema na Construção de uma Educação do Olhar. Saber Académico, 1, 1-3. Recuperado em 2008, Dezembro 30, de http://www.uniesp.edu.br/revista1/publi-art2.php?codigo=90

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EDUCAÇÃO E PSICOPEDAGOGIA: RUMO À INCLUSÃO



Como esta semana estamos trabalhando a valorização dos direitos humanos das crianças e adolescentes, quero compartilhar com vocês o processo histórico da Educação Especial, por meio de uma resenha do texto de SANTOS, Monica Pereira dos. Educação e Psicopedagogia: Rumo à Inclusão. Fundação Francisco Mascarenhas e Faculdade de Patos, 2011.

Autor: Rafael de Farias Ferreira


EDUCAÇÃO E PSICOPEDAGOGIA: RUMO À INCLUSÃO


RESENHA


            O texto de Monica Pereira Santos (1999) informa às transformações que a educação especial vem passando durante as últimas décadas, sendo a década de 90, parte relevante de seu estudo. A autora mostra que a partir do paradigma de “Educação para Todos” a (re)conceituação de educação especial carrega em si um olhar mais amplo e realista no que diz respeito ao atendimento à indivíduos com necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem.
            Nesse sentido é importante ressaltar que num primeiro momento os portadores de necessidades especiais eram ignorados, ou que caracterizava a segregação e exclusão destes indivíduos. No segundo, eles passam a ser percebidos como possuidores de certas capacidades, ainda que limitadas. No entanto, o tratamento e as práticas eram alienantes e condicionadas apenas no intuito de protegê-los, de cuidados que não seriam relevantes para a inserção dos indivíduos no meio social, o que explica as funções dos asilos e abrigos – lugares nos quais essas pessoas eram trancadas. O terceiro momento é marcado pelo reconhecimento do valor humano destes indivíduos, portanto a legitimação de seus direitos (SANTOS, 1999).
            Este último segundo Santos (1999) faz parte de uma conquista histórica dos movimentos das minorias pela luta dos direitos humanos, mas outros fatores como o avanço científico, um crescente pensar questionando o significado e o sentido de práticas discriminatórias e clamando por um mundo democrático além do avanço tecnológico, foram significativos para a evolução da educação especial.
            Tais acontecimentos criaram a necessidade de indivíduos-cidadãos, sabedores e conscientes de seus valores e de seus direitos e deveres, o que implicou o desenvolvimento de programas educacionais e de uma educação qualitativa flexível aos variados tipos de alunos.
            Para isso, duas conferências foram segundo Santos (1999), essenciais na constituição dos programas e projetos voltados para educação especial – a de Jomtie em 1990 e a de Salamanca em 1994.
            Para Santos (1999), a conferência de Jomtie desencadeou três relevantes conseqüências à educação especial: o estabelecimento de metas que aumentasse o número de crianças freqüentando a escola; providências que assegurassem a permanecia destas nas instituições escolares; e, inicio de reformas significativas que assegurassem uma prática pedagógica e administrativa por profissionais realmente capacitados para o processo de inclusão.
             Na Conferência de Salamanca, Santos (1999) destaca que o evento instituiu uma plataforma que afirma o princípio e a discussão da prática de garantia de inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais nestas iniciativas e a tomada de seus lugares de direito numa sociedade de aprendizagem (UNESCO, 1994 apud. SANTOS, 1999).
            Com base no documento construído em Salamanca, observa-se em Santos (1999, p. 5), que
o conceito de necessidades educacionais especiais passou a incluir, além das crianças portadoras de deficiência, aquelas que estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que vivem nas ruas ou que moram distantes de qualquer escola, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de guerras e conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos físicos, emocionais e sexuais, ou as que fora da escola, por qualquer motivo que seja.

            Nota-se que houve uma ampliação da clientela e consequentemente de uma prática educativa integradora, que busque eliminar as diferenças da aprendizagem, levando em consideração a desigualdade existente entre os indivíduos em processo de desenvolvimento.
            Isso implica afirmar que na parte teórica temos um documento sólido e integrador, no entanto, a parte prática é algo ainda muito frágil, sendo o desafio para este último, juntar e unificar os sistemas de educação regular e educação especial em um só, partindo do principio que todos os seres humanos possuem o mesmo valor, e os mesmos direitos. 

REFERÊNCIA

SANTOS, Monica Pereira dos. Educação e Psicopedagogia: Rumo à Inclusão. Fundação Francisco Mascarenhas e Faculdade de Patos, 2011.